A Guiana Francesa é o caso mais singular desta costa. Situa-se na América do Sul continental, mas não é um país. É parte integrante da França, um departamento ultramarino, o que a torna parte da União Europeia, utilizando o euro, sendo os seus habitantes cidadãos franceses.
É a terceira das três Guianas, a francesa, a leste do Suriname holandês e da Guiana britânica. Tal como estas, está voltada para o Oceano Atlântico, e não para o Mar das Caraíbas, sendo caribenha pela sua cultura e história, mais do que pela sua costa.
A maior parte do território é constituída por floresta tropical sobre o Escudo das Guianas, ocupando mais de noventa por cento da área. Por ser francesa, esta é a única parte da Amazónia que se encontra dentro da União Europeia. Esse interior pertence ao continente, não às Caraíbas.
A sua costa possui dois elementos que o resto do litoral não apresenta. Em Kourou encontra-se o Centro Espacial da Europa, de onde a Agência Espacial Europeia lança os seus foguetões desde 1968, localizados aqui porque a proximidade com o equador confere ao lançamento um impulso adicional devido à rotação da Terra. Ao largo da mesma costa situam-se as Ilhas da Salvação, sendo uma delas a Ilha do Diabo, a colónia penal francesa que albergou prisioneiros até ao século passado.
O seu povo e o seu passado são caribenhos. Os franceses construíram plantações de açúcar na costa e exploraram-nas com africanos escravizados, dando origem a uma cultura crioula francesa semelhante à existente no resto das Caraíbas.
Assim, a Guiana Francesa é caribenha no seu povo e na sua história, francesa na sua política e europeia no mapa. Está voltada para o Atlântico, assenta na Amazónia e pertence à mesma costa de plantações que o resto deste litoral.