A Guiana situa-se na América do Sul, mas é uma nação totalmente caribenha. Pertence ao Caribe não pela sua costa, mas pela sua língua, pela sua história e pelo seu povo.
Geograficamente, está voltada para o Atlântico, não para o Mar das Caraíbas. A maior parte do país assenta no Escudo das Guianas, um antigo bloco rochoso que sustenta a floresta tropical, as Terras Altas das Guianas e quedas de água como Kaieteur. Esse interior pertence ao continente e não ao Caribe. O Caribe na Guiana é cultural, não marítimo.
A Guiana é o único país da América do Sul onde o inglês é a língua oficial. Foi a colónia britânica da Guiana Inglesa até à independência em 1966, uma das três Guianas, a par do Suriname (holandês) e da Guiana Francesa a leste. Cresceu no mundo caribenho britânico, tal como o Belize, a Jamaica e Barbados.
É um membro de pleno direito da CARICOM, a Comunidade do Caribe. Georgetown, a sua capital, é a sede da CARICOM, pelo que o bloco que une o Caribe é gerido a partir da própria Guiana.
O seu povo é indo-caribenho e afro-caribenho, descendente de trabalhadores indianos contratados e de africanos escravizados trazidos para trabalhar nas plantações de açúcar. É a mesma história de plantação e a mesma sociedade caribenha mista de Trinidad e das ilhas.
Portanto, a Guiana é caribenha pela cultura e pela política, não pela sua costa. Partilha a língua, as pessoas e a história do resto do Caribe, mesmo estando voltada para o Atlântico.